quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sobre Enchentes e Comoção Midiática

Em novembro de 2008, Santa Catarina enfrentou uma série de chuvas que, ao final, deixou o estado sob as águas e cerca de 80 mil pessoas desabrigadas. Face à comoção nacional que se seguiu, grandes veículos de comunicação iniciaram mobilizações em prol das vítimas. A Cruz Vermelha do Estado do Ceará foi a primeira a iniciar campanha de arrecadação de alimentos. Na desgraça, todos se uniram para ajudar. A revista Veja apresentava na ocasião uma criança loirinha na capa como sendo a primeira vítima das enchentes, personificando, exibindo um rosto inocente para contrapor ao absurdo daquela catástrofe.



Desde o início de abril, as regiões Norte e Nordeste sofrem com uma temporada de chuvas que já atingiu mais de 300 municípios. O número de desabrigados, até o momento, ultrapassa 377 mil pessoas. Mais do que o dobro das vítimas de Santa Catarina. Para completar a catástrofe, cidades inteiras estão ilhadas, sem acesso às capitais e pessoas correm risco de morte por não poder se deslocar para hospitais no litoral. Colheitas estão perdidas, rebanhos mortos e várias indústrias estão comprometidas, ocasionando um prejuízo econômico ainda incalculado.

Não se vê, além de ações pontuais (como as das populações do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enviando alimentos e roupas através da Cruz Vermelha, numa sensível mostra de solidariedade), mobilização ou participação da grande mídia em busca de apoio aos atingidos. Nenhuma ação de emissoras grandes, nenhuma capa de revista semanal. Aos olhos do resto do país, talvez a maior das tragédias dos últimos tempos, passa desapercebida e coberto de raspão. Uma tragédia que já traz uma conta de destruição em 13 estados.

O absurdo é que o governo federal quer liberar apenas R$ 1 bilhão para ajudas humanitárias para os 9 13 estados atingidos. Enquanto que para Santa Catarina liberou R$ 2 bilhões. Ou seja, existe mais do que o dobro de desabrigados e a ajuda será a metade.

O Alex Okazaki, do blog tweengo define da seguinte forma a situação:

Minha tese é que essa comoção nacional que houve com Santa Catarina só aconteceu porque lá é o playground dos Paulistas e Cariocas. Onde toda a classe média-alta passa suas férias. Em Santa Catarina as pessoas são brancas e limpas. São pessoas bonitas, saudáveis e possuem glamour. Todas as jornalistas-modelos vem de lá. E não há comoção nacional com o N e NE porque os Paulistas e Cariocas estão fartos dos “baianos” e “paraíbas”. Pobres, feios, sotaque sem valor agregado. É a terra de onde vem os pedreiros, cozinheiros, empregadas, garis, sub-empregados em geral. Além do mais as áreas afetadas estão longe. Ninguém passa perto deles, muito menos para tirar férias. O máximo que chegam é no litoral, na parte nobre, povoada de Resorts de marcas americanas, espanholas e portuguesas. Soa bem ofensivo. Mas é a realidade intrínseca e idiota da nossa sociedade que se comove apenas quando convem.


Blogueiros e twitteiros iniciaram campanhas para divulgar notícias e informações sobre as enchentes, além de dados sobre onde e como contribuir. No twitter, a tag #enchentesnordeste está sendo utilizada para posts relacionados ao assunto.
Veja como ajudar através neste site promovido pela Globo, SESI e CUFA (Central Única das Favelas).


Retirado daqui e daqui.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Estatísticas alarmantes

Religião é besteira!

Para descontrair, mais um vídeo do humorista George Carlim! Complementando o assunto do post anterior este vídeo fala sobre religião. Acho que nem preciso comentar sobre o conteúdo do vídeo, o título já diz o bastante! Aproveitem!! =D

Religião x Psicoterapia




Este vídeo, intitulado "Psicologia: Deus não é suficiente", foi publicado pelo site católico Chamada Online. De tão absurdo não sei nem por onde começar a comentar. Primeiro que, erroneamente, ele trata a psicoterapia como mera especulação cientifica; segundo, afirma que nenhum método específico é mais eficiente que outro. Ao longo do tempo diversas abordagens psicoterapêuticas foram desenvolvidas, apesar de algumas não terem comprovado cientificamente seus efeitos psicoterápicos, outras abordagens, como a cognitivo-comportamental, apresentam resultados bastante consolidados, testados cientificamente e ancorados em um vasto arcabouço teórico. E quando a eficiência do método, a terapia vai ser indicada em função do diagnostico, já que certas abordagens podem trabalhar com mais eficácia um problema que outra.

Em seguida, um pastor, vulgo “representante de Deus”, argumenta contra a CIÊNCIA psicológica baseado em CITAÇÕES DA BÍBLIA, como se estes dois campos do conhecimento permutassem e as argumentações religiosas fossem suficientes para refutar qualquer raciocínio cientifico. Além do mais recorre a diversas falácias, sempre afirmando que a psicologia e a psicoterapia têm a pretensão de saber tudo, de explicar tudo, enfim, de que têm todas as respostas, pretensões que passam longe do escopo científico.

Além de ser absurdo o vídeo é bastante incoerente. Ao final afirma que não trata de toda psicologia, mas apenas da psicanálise, contudo, durante todo o vídeo, as criticas são dirigidas a psicologia e psicoterapia. Além disso, pode-se perceber uma total falta de conhecimento acerca das psicoterapias, inclusive quando critica a concepção de ser humano como intrinsecamente bom, enquanto que a psicanálise, psicoterapia a qual eles afirmam serem dirigidas as críticas, tem uma visão pessimista da natureza humana. Muitas outras falácias e erros crassos podem ser percebidos durante o vídeo.

Não sei por que tal investida de uma instituição religiosa contra a psicologia, e mais a fundo contra o conhecimento cientifico. Felizmente o pensamento religioso não é mais hegemônico em nossa época e ninguém vai mais pra fogueira por discordar dele.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Diferenças neuroanatômicas entre homens e mulheres







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HSBC Direct - Psicanálise



=D

Astronomia versus astrologia

Artigo explica por que o movimento dos astros é incapaz de influenciar nosso comportamento e dia-a-dia


Há alguma evidência científica de que os astros podem revelar aspectos ocultos de nossa personalidade ou influenciar nosso comportamento, cotidiano e destino? A astrologia pode ser considerada uma ciência, no sentido moderno dessa palavra? É possível testar, sob condições controladas, as previsões feitas por horóscopos e mapas astrais? Se sim, o que dizem os resultados desses experimentos? Essas são algumas das perguntas que um astrônomo se propõe a responder neste artigo, que dá início à série ‘Ano Internacional da Astronomia’, que ocupará as páginas de Ciência Hoje ao longo de 2009.

Doze ‘filósofos pagãos’ e suas conjunções interplanetárias, ilustração de um antigo manuscrito sobre astrologia.

O ato de olhar o céu e buscar simbolismos e associações é algo intrínseco ao ser humano e ocorre há milênios. Essa busca vem do tempo em que pouco se conhecia sobre o comportamento da natureza e no qual o animismo era uma tentativa de compreender e domesticar o desconhecido. Muitas culturas antigas têm registros sistemáticos da esfera celeste que remontam a 2 mil anos antes da era cristã. Desde essa época, padrões de repetição de movimento e agrupamento de astros já eram conhecidos, levando à separação entre estrelas e planetas (‘astros errantes’) – na época, eram conhecidos apenas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno.

A ideia de constelações também surgiu naturalmente, sendo que a idealização do que era ‘visto’ no agrupamento de estrelas sempre sofreu uma forte influência da mitologia local. Porém, ainda hoje, um fato acontece com vários de nós, astrônomos profissionais ou amadores: basta comentar sobre nossa profissão ou interesse pelos céus e rapidamente vem a pergunta: “E se eu te disser que sou Sagitário com ascendente em Touro”? É surpreendente que, mesmo neste início de século, um número enorme de pessoas ainda leva a sério uma crença que remonta a mais de dois milênios: a de que os astros influenciam o cotidiano, o comportamento e o destino das pessoas.

Sem status científico

Astronomia e astrologia são palavras derivadas do grego. Nessa língua, astron significa ‘estrela’ e o sufixo nomos (escrito, em português, como ‘nomia’), ‘regra’ ou ‘lei’. A astronomia é a ciência que trata da constituição, posição relativa, movimento e, mais recentemente, dos processos físicos que ocorrem nos astros (neste último caso, sendo denominada astrofísica, cujo nascimento se deu no século 19). Por sua vez, a astrologia aglutina astron e logos (em português, ‘logia’), que significa ‘palavra’ e que pode ser entendido como ‘estudo’ ou ‘disciplina’.

De forma geral, a astrologia trata do estudo da influência dos astros, especialmente dos signos do zodíaco, no destino e no comportamento humano. Os fundamentos da astrologia foram estabelecidos pelos babilônios, por volta de 1500 a.C. A origem comum da astronomia e da astrologia remonta a essa época e, apesar de ambas se basearem no estudo dos astros, suas versões modernas são inteiramente distintas.

A astrologia baseia suas previsões no movimento relativo dos planetas do Sistema Solar, não fazendo uso da informação trazida pela radiação eletromagnética (ondas de rádio, infravermelho, luz visível, raios X etc.) emitida por eles. Praticantes e estudiosos da astrologia consideram-na uma linguagem simbólica, forma de arte, adivinhação ou até ciência, com capacidade de prever o futuro ou aspectos ocultos da personalidade. Os astrólogos defendem sua área de estudo com base na ideia de que a ciência moderna não entende o que eles dizem e que, mesmo sob teste, a astrologia será sempre avaliada segundo os paradigmas científicos, desconsiderando outras formas de testes e de pensamento.

Nossa ênfase neste artigo será a astrologia sob o ponto de vista da ciência, mas vamos aqui, ainda que brevemente, explicar as características básicas da astronomia. Esta é baseada em leis conhecidas da física, sendo que os resultados obtidos com base nessas leis deverão ser os mesmos para qualquer pessoa que conheça os métodos empregados no experimento, bem como as leis em questão. O estudo de astros distantes também é feito com base na radiação eletromagnética emitida por esses corpos celestes, incluindo ondas de rádio, micro-ondas, ultravioleta, raios X e raios gama. Isso permite não só a reconstrução dos processos físicos que produzem essa radiação, mas também o estudo da estrutura e do estado evolutivo do astro.

Críticos da astrologia – incluindo a própria comunidade científica –, consideram-na uma forma de pseudociência ou superstição, devido à sua incapacidade de demonstrar o que afirma, o que até agora tem sido corroborado em grande número de estudos científicos controlados. Por sua vez, astrólogos contestam testes propostos pela ciência para validar a astrologia nesse sentido. E, quando não se recusam a participar deles, rejeitam seus resultados, apesar de estes serem baseados em testes estatísticos e em leis da natureza amplamente validadas.

Portanto, como a astrologia não se enquadra no paradigma do que é entendido como ciência, ela perde o direito de reivindicar esse status quando lhe é conveniente.


Carlos Alexandre Wuensche
Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas,
Divisão de Astrofísica, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Arito Publicado na Revista Ciência Hoje, 256, janeiro/fevereiro de 2009
256 :: JANEIRO/FEVEREIRO DE 2009

Para ler o artigo completo clique aqui

Álcoooool


Homens não erram idade de mulher por causa de bebida, diz estudo






Realmente.... a idade não, mas o nome...

domingo, 26 de abril de 2009

Um sábado qualquer



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Fonte

Gosto de frango

Porque sempre que as pessoas comem alguma carne diferente, e você pergunta que gosto tem, elas sempre dizem "tem gosto de frango"?!